sexta-feira, abril 17, 2009

Xutos e Pontapés, Sem Eira nem Beira

Sem Eira nem Beira


Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou-bem

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar/Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir/Encontrar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar/A enganar
O povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força
Para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força
Para lutar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder

Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão




Provavelmente a esta hora esta canção caiu no goto dos portugueses e não nos sai do ouvido.

É tempo de dar um grande murro na mesa e dizer basta!

Acabou a palhaçada, não estamos numa República das Bananas.

Mas pouco falta.

O Engenheiro em questão, ainda conta ganhar as eleições com a maioria absoluta ,mas acho que ele vai conhecer o travo amargo da derrota.

Honra aos Xutos que se tornaram o símbolo duma geração e dum país inteiro.

Talvez esta canção esteja para o país, como as suas antecessoras: «Depois do Adeus» e «Grândola, Vila Morena».

Em Abril, vamos sonhar…

http://www.xutos.pt/


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